terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Duas Faces

Alguns amam de certa maneira que chega a doer, outros amam de modo que prendem, eu prefiro amar com serenidade. Prefiro sentir a cada segundo a palpitação de algum coração batendo ao meu lado. Amar sem ter medo é impossível, assim como amar sem conflitos, ou sem desconfiança, sem insegurança, é desse amor que eu quero distância. Não há perfeição no que somos, nem ao menos no que tentamos ser, por isso não conseguimos aceitar as pessoas a quem fazemos juras. Estamos sempre buscando modelar a pessoa amada, de modo que a afastamos cada vez mais. Procuramos nela aquilo que não encontramos em nós mesmos, ao até mesmo o que sonhamos encontrar, isso por falta de sensatez, por não saber que os defeitos são nada mais que a própria realidade. Que mal há em mostrar aquilo que realmente somos, os desejos que temos, ou os erros que cometemos? a perfeição não existe nem em livros ou filmes. Deveria ser preferível que uma pessoa se mostre verdadeira ao conhece-las, não desenvolvesse dentro de sí mesma um personagem, ao qual descobriria-mos mais tarde, e sentiríamos mais...
(Erijúnior Felinto da Silva)

Um comentário:

Sonhos de um palhaço disse...
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